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Crime sexual incestuoso: a destruição de uma família

terça-feira, 15 de setembro de 2015

/ Por: ITAPEBINOTICIAS.COM / WHAT (73)9 8203-7072
O Sulbahianews foi procurado por uma senhora, de 28 anos, que contou para a equipe de reportagem o drama vivido durante sua infância, que se repetiu com sua irmã, três primas e uma cunhada, todas essas mulheres e crianças violentas por um único homem: seu pai.
O autor dos crimes foi o Raimundo Vieira dos Santos, morador de Teixeira de Freitas, que responde por esses processos na Justiça, em liberdade, há uns sessenta dias, quando todos os estupros foram denunciados na Delegacia da Mulher (DEAM), da cidade.
Segunda uma das filhas de Raimundo, “tudo começou quando eu tinha nove anos. Meu pai de sangue mexia comigo, nas minhas partes íntimas, colocava o pênis nas minhas partes, até ejacular. Me batia muito quando eu fugia. Isso foi até meus 14 anos”. Hoje, essa vítima tem 28 anos.
Ela disse que isso acontecia ao mesmo tempo com ela e a irmã. Ambas não contavam para a mãe. Mas todas apanhavam muito, pois Raimundo era muito violento com a família. Além das próprias filhas, Raimundo cometeu atos libidinosos com três sobrinhas, mas a família só denunciou quando o último caso veio à tona.
Com a última vítima, o autor alisou os seios da menina quando ela dormia no sofá, quando a criança tinha doze anos. A filha de Raimundo tem hoje 28 anos, e a sobrinha tem 14 anos.
De acordo com a delegada Andressa Nogueira Pelissari Carvalho, da Delegacia da Mulher de Teixeira de Freitas, “essa situação de crime sexual incestuoso, que é praticado no seio familiar, é um recordista de apuração na DEAM”.
Sabe-se que é um crime que deixa marcas para o resto da vida nas pessoas e, muitas vezes, a vítima não tem a oportunidade de revelar os fatos na fase da infância ou adolescência, e na fase adulta isso chega a ser repetido com outros membros da família.
O Artigo 217 A (estupro de vulnerável), que hoje não depende da conjunção carnal, pois os atos libidinosos também são considerados estupros, prescrevem com 20 anos, ou seja, a vítima tem até esse tempo para denunciar.
“Quando a gente tem situações que se repetem com membros mais novos da família que já tem um histórico de violência, esse pai, esse avô, por exemplo, vai ratificando essa conduta e vai dando elementos para Polícia juntar a materialidade desse crime e ter como resultado final o indiciamento dessa pessoa”, diz delegada Andressa, explicando como foi comprovado o crime no caso de Raimundo.
Andressa ainda esclarece que, “o inquérito policial vai juntando todas as provas objetivas e subjetivas para que se tenha um resultado final o indiciamento do autor, pois as declarações da vítima têm um valor probatório muito grande, as testemunhas e o atendimento médico e/ou psicológico, vai levando ao autor do fato”.
Há situações que perduram por anos em uma família, pois os parentes não querem que isso venha ao conhecimento de todos. E foi o que aconteceu na família das vítimas de Raimundo. Todas esconderam, com medo ou vergonha, até chegar o momento que todas se indignaram com a covardia dele.
O caso de Raimundo está remetido, ou seja, já foi feito um trabalho de Polícia Judiciária que foi esgotado, em princípio, todos os meios de que teria de provas, agora o caso depende do entendimento da Justiça. Se ele for condenado pode pegar de 8 a 15 anos de prisão, sendo que, por serem várias vítimas, a reincidência vai agravando a pena.

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