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Aumenta o número de mortos nas áreas atingidas pelos temporais em SP

sábado, 12 de março de 2016

/ Por: NOVA RADIO CIDADE FM
Cinco moradores estão desaparecidos por causa do temporal que atingiu municípios da Grande São Paulo e do interior do estado, na última quinta-feira (10). Vinte pessoas morreram. O sábado (12) foi de agonia e de tristeza para as famílias das vítimas.
Os bombeiros trabalharam sem parar durante todo o dia em Mairiporã. Mas das montanhas de escombros não vieram boas notícias. Ninguém foi resgatado, neste sábado (12), com vida.
Em um sobrado cinco pessoas morreram. Entre elas, Isac, de apenas um ano, e Paloma, a mãe dele. Antonio Carlos conseguiu se salvar: “Conseguimos salvar cinco e o resto se foi”.
De madrugada, os bombeiros já haviam encontrado o corpo de Ana Luiza, de sete anos.
Mas a mãe dela e a irmã, de apenas 10 meses, e outras 3 pessoas ainda estão desaparecidas.
“O terreno ainda está encharcado, tem muita terra, muito escombro e nosso trabalho está sendo manual, ” afirmou o coronel Valdir Pires, do Corpo de Bombeiros.
Mais de 40 horas depois da chuva, e uma parte de Franco da Rocha continua assim. Isolados, debaixo d'água, estão os prédios da prefeitura, da delegacia, da Câmara de Vereadores.
Os bombeiros estavam atravessando de bote. No centro da cidade, não estava dando para passar. A água tem mais de um metro em alguns pontos. E onde a água baixou, ficou a lama. Que os comerciantes tentam tirar de dentro das lojas.
Muito dessa água não veio diretamente da chuva, veio da Represa Paiva Castro. Durante a chuva o governo mandou abrir as comportas para evitar que a barragem se rompesse.
O cenário é devastador. A impressão é que teve uma avalanche de lama, um tsunami de lama e que destruiu tudo em volta. Os moradores tiravam os produtos que perderam de dentro das lojas. No meio do lixo e da lama, crianças tentavam encontrar alguma coisa para levar embora. Alguma coisa que se salvou.
Foi em Franco da Rocha que a presidente Dilma visitou um abrigo onde estão famílias que perderam as casas. Ela também sobrevoou as cidades atingidas e teve uma reunião com o governador do estado, Geraldo Alckmim, e prefeitos das cidades atingidas.
“Nós liberamos, a partir do reconhecimento do estado de emergência, nós liberamos um cartão para o prefeito fazer as primeiras, vamos dizer os pagamentos menores mediante comprovação”, afirmou a presidente Dilma Rousseff.
Em Francisco Morato morreram oito pessoas. Todas moravam em casas encravadas em encostas de morros. Terreno que não resistiu a oito horas seguidas de chuva. E, mesmo diante da tragédia, alguns moradores insistem em ficar nas casas em áreas de risco.
“Eu acredito que a pessoa gostaria de sair, mas se não tem para onde ir, vai para a rua? ”, argumenta o pedreiro Joséas dos Reis Caetano.
Neste sábado (12), o trabalho para reerguer a cidade foi interrompido pelos enterros. Mas também foi um dia em que Antônia buscou forças para recomeçar. A casa dela foi destruída.
Uma das filhas, Ana Clara, que faz seis anos neste domingo (13), perdeu um pé quando foi resgatada dos escombros. Mas os seis filhos dela escaparam com vida.
“Eu perdi tudo, mas eu tenho minhas filhas. Meus filhos estão vivos. Eu estou viva. Eu estou quebrada. Eu estou acabada. Eu já passei por muita situação difícil e eu venci. E agora eu vou vencer de novo” diz a empregada doméstica Antonia Costa Gonzaga.
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