Porto Seguro: Vereadores detonam educação e saúde e cobram da prefeita e dos deputados

A sessão ordinária da última quinta (3 de março), na Câmara Municipal de Porto Seguro, foi marcada por críticas contundentes dos vereadores Danilo Suprilar (PPL) e Aparecido dos Santos Viana – Cido – (PSD), segundo cobertura do Jornal do Sol, periódico mais antigo da cidade.
Os edis apontaram deficiências nos dois setores e cobraram providências, não apenas da prefeita Cláudia Oliveira (PSD), mas também de deputados que representam a região na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal, no caso Robério Oliveira (PSD), Jânio Natal (PTN), Uldurico Pinto Júnior (PTdoB) e Ronaldo Carletto (PP).
Danilo afirmou que muitos colégios ainda não retornaram às aulas, sendo que praticamente em todo o Brasil o ano letivo já começou. Ele destacou que o colégio do Cambolo está abandonado. "Recebi queixas de moradores que alegam que os alunos não têm condições de estudar lá por falta de estrutura. Faltam mesas, faltam carteiras” disse o edil.
“No Colégio Municipal, no Centro, os alunos estão tendo que levar, cada um, um balde de água, porque falta água no colégio. Antes pediam para levar papel higiênico, pasta de dente, e agora um camburão de água. Prova disso foram as recentes manifestações”, salientando que no Colégio Alcides Faustino, de Vera Cruz, não está havendo aulas, continuou Danilo.
“É porque os alunos não querem estudar? É porque os professores não querem dar aula? Não, é por falta de planejamento”, acrescentando que no Colégio Neilton Dantas, em Casas Novas, nada foi feito para dos melhoramentos necessários. “Está do mesmo jeito que na semana passada e dessa forma não pode funcionar. Também houve manifestação do Colégio Luís Eduardo Magalhães por melhorias", frisando que  não há nenhum colégio do município com professores para alunos portadores de necessidades especiais. 
Hospital – Já o vereadorCido relatou carências no principal hospital de Porto Seguro. “Está faltando médico no Hospital Luís Eduardo Magalhães - HLEM -. Faltam especialistas, como neurocirurgiões. Só tínhamos dois médicos nessa área. Dr. Anderson e Dr. Emerson. O último foi embora de Porto Seguro chateado, por falta de atenção para com o médico. Na ortopedia também há dificuldades”, pontuou o edil. 
Ele salientou que, para ser atendido por um ortopedista, “É uma fila enorme, uma espera absurda, de dias e até meses. A saúde de Porto Seguro não está bem. Levamos um paciente de Vera Cruz que sofreu um acidente para o hospital e ele está há mais seis meses na sonda esperando o procedimento cirúrgico. Isso não pode acontecer numa cidade como Porto Seguro, que é a mãe do Brasil” criticou Cido. 
“O HLEM atende mais de 200 mil pessoas, considerando as populações de Porto Seguro, Santa Cruz Cabrália, Eunápolis, Itagimirim, entre outras cidades, e não tem os profissionais dos quais precisa para atender a essa demanda”, protestou o parlamentar, frisando: “As pessoas precisam ter acesso aos tratamentos. O Dr. Emerson, que escolheu Porto Seguro para morar, foi embora chateado porque se decepcionou com a situação do hospital quando precisou internar um paciente para tratamento intensivo e não tinha UTI disponível”. 
Cido afirma que já levou essas reivindicações à prefeita Cláudia e está cobrando do governo do estado que tome providências. “Essas providências têm que ser tomadas o mais rápido possível”, clamou Cido.
FONTE: BAHIA40GRAUS

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