Menina de 13 anos comete suicídio e revela em detalhes o que o pai fazia com ela

Familiares e amigos estão em estado de choque com a revelação de atos de violência física e psicológica que o pai da adolescente cometia com a cumplicidade da mãe. Os sorrisos tão belos nas redes sociais escondiam cortes profundos na alma.
Adriana Marini Lafaiete estava a dois dias de completar 14 anos e decidiu pôr fim a própria vida. Num primeiro momento ninguém conseguia acreditar como uma menina que nas redes sociais posava com sorrisos tão largos e palavras tão doces pudesse ter algum motivo para cometer suicídio.

A Polícia Civil encontrou as razões que fizeram Adriana desistir de viver em uma mensagem de despedida que ela iria publicar no Facebook minutos antes de morrer. O plano de Adriana era perfeito, mas infelizmente o efeito da medicação foi mais rápido que sua capacidade de copiar e colar o texto no Facebook. Ela vinha escrevendo o texto ao longo dos últimos oito dias. Durante este tempo o texto teve muitas alterações, segundo o investigador Carlos Chamon, foram 386 alterações nos últimos três dias.
Adriana queria publicar o texto no Facebook e morrer segundos depois para que não tivesse contato com a reação dos leitores ao texto de despedida. Ela tinha acumulado um poderoso “coquetel” medicamentoso que a levaria a overdose. Parte dos medicamentos foram adquiridos pela internet, mas quatro deles eram de uso regular da própria mãe. Ao todo ela ingeriu 14 comprimidos distintos que caíram como uma bomba no sistema nervoso central.
Imediatamente após a ingestão ela teve um ciclo de convulsões que a impediu de buscar o texto em seu notebook e o colar na publicação de perfil no Facebook. Mas a Polícia Federal não encontrou apenas o texto, encontrou também vídeos íntimos provavelmente gravados com câmera escondida que incriminam o pai e a mãe da adolescente.
Leia o relato impactante de Adriana Marini Lafaiete, 13 anos.
Cansei! Esta vida não é para mim. Não posso continuar fingindo ser feliz quando dentro de mim já morri faz tempo. Quem me matou foi meu pai. Desde os 11 anos ele vem me matando aos poucos. Já são quase 3 anos de torturas e muito fingimento. Não quero mais!
Neste momento que você está lendo esta mensagem eu já morri. Não me importa ir pro inferno. Não pode existir um inferno pior que a minha vida. Tenho certeza que não. Ao menos no inferno de verdade o capeta não será meu próprio pai. Isso pra mim já é suficiente motivo para desejar a morte.
Sim. Eu fui violentada pelo meu pai. Ele não é este religioso tão crente quanto vocês viam na igreja. Ele é violento com quem mais deveria proteger. Tudo começou aos 11 anos. Minha mãe fazia faculdade a noite e trabalhava durante o dia. Quando ele voltava do trabalho por volta das 18 horas ele ficava sozinho comigo até quase meia noite, quando minha mãe voltava da aula.
No começo ele tentava me fazer crer que tudo era carinho, por mais estranhos que pudessem parecer estes carinhos. Só que eu não podia contar pra ninguém. Ele dizia que as outras pessoas não entenderiam. O primeiro carinho estranho aconteceu em um dia que eu estava passando mal e dormi no sofá. Quando acordei ele estava lá comigo, só que sua mão estava dentro de minha calcinha.
O tempo foi passando e tudo ficando mais estranho. Ele dizia que estava estressado e que precisava relaxar. Seu remédio para o relaxamento era a masturbação. Com 12 anos ele me fazia o masturbar até o fim. Era muito nojento fazer isso mas o terror psicológico que ele fazia comigo me obrigava a fazer. Ele dizia que o médio indicou este remédio pra ele e que minha mãe não tinha tempo pra fazer.
Aos 13 anos ele me forçava a fazer sexo oral nele. E eu tinha que engolir toda a sua ejaculação. Um dia minha mãe voltou mais cedo da faculdade e nos flagrou no banheiro fazendo isso. Para minha surpresa ela não se assustou. Ela apenas disse “termina isso rápido que eu quero tomar banho”. Fiquei sem entender a reação dela. Depois de meses entendi que este era um combinado deles. Minha mãe tinha um amante na faculdade e ele para extravasar me usava pra fazer o que minha mãe não fazia mais com ele.
Depois deste dia ele já não fazia questão de fazer escondido. Por muitas vezes com ela em casa ele ia até meu quarto para fazer estas coisas comigo. Minha mãe ouvia os gemidos dele e nada fazia. Ela só se concentrava no whatsapp onde conversava com amigas e seu amante.
Como eles eram muito ativos na comunidade religiosa precisavam manter a pose de gente de bem, para isso compravam meu silêncio e meu sorriso nas fotos que fazíamos para as redes sociais. Ganhei viagens, dinheiro, presentes todas as vezes que ameacei denunciar pro Disk 100. Mas cheguei num nível de dor que não posso mais conviver. Não faz sentido viver este teatro. Preciso morrer. Se esse mundo faz sentido pra eles… que eles continuem vivendo suas imundices sem a minha cumplicidade.
Deus, me desculpe por estar com a alma tão suja.
Fonte: Afolhabrasil

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