22 mortes foram confirmadas na embarcação afunda em Mar Grande.

No total, 120 pessoas viajavam na embarcação, 116 passageiros e 4 tripulantes
Um acidente envolvendo uma embarcação da Associação de Transportadores Marítimos da Bahia (Astramab) deixa desaparecidos na manhã desta quinta-feira (24) em Mar Grande, na Ilha de Itaparica. A Marinha confirmou que 22 pessoas foram achadas mortas. Ao CORREIO por telefone, o tenente Fernando Araújo contou que há 17 corpos em Mar Grande e 5 em Salvador. Ainda de acordo com a Marinha, a Capitania dos Portos resgatou 21 sobreviventes. No total, 120 pessoas viajavam na embarcação, 116 passageiros e 4 tripulantes.

A lancha Cavalo Marinho I, que tem capacidade para transportar 162 passageiros, virou pouco depois de sair do terminal de Mar Grande. O Comando do 2º Distrito Naval informou que ainda não há detalhes sobre o ocorrido.
Cinco lanchas, quatro navios da Marinha, com mergulhadores, e 130 militares participam do resgate. Três navios da Base Naval de Aratu e três lanchas da Capitania dos Portos foram deslocadas para o local do naufrágio para auxiliar nas buscas. "Nós recebemos um chamado de emergência via rádio por volta das 8h e, em seguida, mandamos três embarcações de resgate imediatamente. Três navios da base com médico a bordo e todo aparato para dar socorro está a caminho. Também acionamos outros órgãos como o Graer, Samu e Bombeiros", disse o capitão-tenente da Marinha, Fernando Jeann Tôrres Araújo.
Pescadores e moradores auxiliam no resgate levando as vítimas para a areia da praia. Moradores de Mar Grande foram para o pier assim que souberam do acidente. Embarcações particulares tentam se aproximar do local do naufrágio para ajudar a socorrer as vítimas. 

A Polícia Militar, por meio do Grupamento Aéreo (Graer) e da 5ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM/Ilha de Vera Cruz), informou que às 9 h uma aeronave do Graer transportou uma das vítimas para o Hospital do Subúrbio, em Salvador. Em seguida o helicóptero retornarou em apoio às demais vítimas do acidente. A 5ª CIPM também já prestou socorro a algumas vítimas para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Mar Grande e ao Hospital Geral de Itaparica.
Sobreviventes 

Os sobreviventes do naufrágio da lancha Cavalo Marinho I, na manhã desta quinta-feira (24), começaram a chegar em Salvador por volta das 9h30. Ao desembarcar no Terminal Marítimo, as vítimas estão sendo colocadas dentro de ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). No local há três ambulâncias do Samu e uma do Corpo de Bombeiros.
Um bebê de um ano que havia sido resgatado do naufrágio não resistiu e morreu por volta das 11h. Equipes do Samu tentaram reanimar a criança, que já chegou ao terminal sem sinais vitais.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) em Salvador, as vítimas estão sendo levadas para o Hospital do Subúrbio. Na Ilha, as vítimas estão sendo atendidas na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Mar Grande. O estado de saúde das vítimas ainda não foi confirmado.
No Terminal Marítimo de Passageiros do Porto de Salvador a comoção é grande. Familiares e amigos chegaram ao local para acompanhar a chegada dos sobreviventes. Muitas pessoas choraram ao reencontrar seus parentes. 
Uma das sobreviventes é a faxineira Morenina Santana, 35 anos. Ela conta que toda quinta-feira vem para Salvador fazer faxina. "Quando eu percebi que tinha virado eu já estava em baixo da água tentando respirar e não cosneguia. Eu pedi tanto a Deus que eu suspendi a cabeça e tive a respiração. As madeiras começaram a quebrar. O barco começou a desmanchar", contou emocionada.
Quem também estava na lancha no momento do acidente foi o produtor musical, Mateus Alves Ramos, 23 anos. Ele pegou a lancha de 6h30. Seu pai, Marival Ramos, pegou a de 6h. Assim que soube do acidente, Marival foi para o terminal náutico de Salvador para onde os sobreviventes estão sendo levados.  "Meu colete eu dei a uma senhora, que desmaiou na água. Me segurei em uma bóia. Eu faço a travessia uma vez na semana.O barco surfou em cima de uma onda e não conseguiu tirar da outra onda", contou Mateus.
A adminsitradora de condomínios Meire Reis, 53 anos,  sobrevieu à tragédia que deixou mortos e feridos depois a lancha Cavalo Marinho virou na manhã desta quinta-feira (24) durante a travessia Mar Grande para Salvador. Ela relata que conseguiu sobreviver pois tinha visto ontem (23) na televisão o naufrágio que aconteceu no Pará.
"Eu vi a reportagem de Belém (Pará) e aí eu perguntei a ele (meu marido) se acontecesse isso aqui o que eu devo fazer. E ele fez e ensinou tudo como fazer para me salvar: respirar, me afastar porque o que mata é o povo que fica em cima. Tudo que ele me ensinou foi o que eu fiz. Hoje eu estou viva e salva graças a ele, ao que ele me ensinou", disse.
O CORREIO tentou contato com a Astramab para confirmar a quantidade de passageiros à bordo da embaração mas, até o momento, não obteve êxito. 
Fonte: Correio da bahia

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