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Petróleo que vazou de navio já atinge 109 praias do Nordeste, nenhuma na Bahia

sábado, 28 de setembro de 2019

/ Por: REDAÇÃO
Foto//Reprodução
Crime ambiental ou acidente abafado? Petróleo cru não foi fabricado no Brasil e foi despejado em alto-mar, segundo Petrobras.
109 praias já foram atingidas pelo petróleo vazado – proposital ou por acidente – de algum navio na costa brasileira. O piche se espalha por 2 mil km desde o Maranhão até Sergipe, afetando alguns dos destinos mais visitados do País. É o caso das praias de Pipa (Rio Grande do Norte), Maragogi (Alagoas), Tamandaré (Pernambuco) e do Futuro (Ceará), cuja economia depende da indústria turística, segundo relatório do Ministério do Turismo. 
Nos 9 estados da região, só a Bahia não foi contaminada pela substância viscosa. Comerciantes das praias atingidas dizem que não dá para calcular prejuízo com acidente. O impacto será de médio a longo prazo. 
Petróleo de fora
Estudo feito pela Petrobras indicou que o produto encontrado é petróleo cru e não foi produzido no Brasil. A companhia também nega responsabilidade sobre o acidente. Até o momento, não se sabe a origem e o responsável pelo vazamento, mas os órgãos ambientais acreditam que uma embarcação tenha despejado a substância ilegalmente em alto-mar.
Impacto
O óleo traz consequências diretas para o ecossistema das praias e, até agora, atingiu dez animais (entre tartarugas marinhas e uma ave), dos quais sete morreram, segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O contato com o produto também pode levar a sérios problemas à saúde de moradores e turistas. Mônica Costa, professora do Departamento de Oceanografia da Universidade Federal de Pernambuco, afirmou à reportagem que locais afetadas pelo vazamento devem ser fechados para proteger a vida das pessoas. Apesar de a pesquisadora não aconselhar o consumo de alimentos produzidos nessas áreas, até que se conheçam detalhes sobre a origem e a composição da substância, órgãos estão prevenindo banhistas sobre recolhimento do poluente. 
 O petróleo cru é rico em benzeno, xileno e tolueno, causando náusea, visão turva, euforia e vertigem quando em contato com mãos, olhos e boca. Além disso, as neurotoxinas do óleo podem afetar o funcionamento cerebral a longo prazo. 
O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) do Rio Grande do Norte, por exemplo, emitiu nota em que pede para população evitar contato com o petróleo e, se houver, “tentar retirar primeiro com gelo ou com óleos de cozinha, devendo, logo após, lavar a pele com água e sabonete neutro”. A medida é vista como “preventiva” pelo instituto já que o piche provoca irritações e alergia no corpo. 
“Em função disso, é importante que a coleta seja feita utilizando-se ferramentas como rastelos e pás, acondicionando provisoriamente o material em recipientes plásticos, enquanto o produto não for retirado do local, procurando proteger-se do contato direto com o resíduo, não podendo ser retirado por tratores”, instrui a nota do Idema. 
Ibama, Corpo de Bombeiros, Marinha do Brasil e Petrobrás estão investigando a situação. Segundo o Ibama, uma equipe de 100 pessoas está trabalhando com medidas paliativas na costa durante a semana. 
Fonte//ItapebiAcontece / Bahia 40 graus / informações do Estadão Conteúdo

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