Bolsonaro abandona antigos aliados visando estabilidade política e Orçamento

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

/ Por: REDAÇÃO
Itapebinoticias Publicado em 21/09/2020 às 10h13
FOTO: REPRODUZIDA

Tentando evitar um processo de impeachment e adotando um perfil populista com a proximidade da eleição de 2022, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem abandonado aliados que o ajudaram a chegar no Palácio do Planalto em 2018.

Na semana passada, por exemplo, sob a justificativa de não incorrer em crime de responsabilidade fiscal e acabar embasando um processo de impedimento contra seu governo, ele vetou o perdão de dívidas de igrejas, contrariando a bancada evangélica, uma das mais fiéis a seu governo.

Contudo, o próprio Bolsonaro sugeriu que os congressistas derrubem o veto, tentando minimizar o mal estar e não implodir a ponte com a frente parlamentar, que reúne 195 dos 513 deputados e 8 dos 81 senadores.

O presidente também passou a desautorizar o ministro da Economia, Paulo Guedes, que lhe trouxe apoio forte do mercado durante a campanha. O atrito ocorre porque a agenda liberal esbarra no populismo de Bolsonaro, que já visa a reeleição, em 2022.

Segundo a Folha de S.Paulo, quem conhece Bolsonaro de longa data responsabiliza o núcleo militar do Palácio do Planalto pelas mudanças no comportamento do presidente. Sob reserva, dois aliados relataram à Folha que Bolsonaro costumava se queixar, por exemplo, da dificuldade que tinha para entrar em quartéis em suas campanhas e que o capitão do Exército não tinha acesso aos generais, que hoje orbitam em torno do presidente e formam seu núcleo duro.

Bolsonaro é descrito por aliados e auxiliares como desconfiado e impositivo. Além de fazer mudanças em seu núcleo de confiança com regularidade, o chefe do Poder Executivo tem dificuldades em aceitar conselhos que contrariam as suas posições e raramente perdoa quando é criticado em público.

FONTE:BAHIA.BA

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