Guardiões de Crivella: MP vai analisar se prefeitura paga para impedir críticas

terça-feira, 1 de setembro de 2020

/ Por: REDAÇÃO
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Marcelo Crivella
FOTO: REPRODUZIDA

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) irá investigar a reportagem produzida pela TV Globo de que a prefeitura da capital Fluminense montou um esquema na porta de hospitais para impedir reclamações sobre a gestão da saúde na cidade. O grupo, autodenominado "Guardiões de Crivella", receberia quantias mensais do prefeito da "Cidade Maravilhosa", Marcelo Crivella, para constranger e ameaçar jornalistas e cidadãos que denuciassem problemas.

Em nota, o MPRJ explica que "a notícia de fato será encaminhada para uma das promotorias de Justiça da Cidadania com atribuição para análise e possível adoção de medidas cabíveis". Servidores e até mesmo o prefeito podem responder por improbidade administrativa e perderem seus cargos.

Segundo denúncia, repórteres do "RJ2", da "TV Globo", perceberam que, toda vez que entrevistavam uma pessoa em uma unidade municipal de saúde, algum servidor público atrapalhava a reportagem. Após essa observação, descobriram que os funcionários municipais seriam pagos para monitorar as ações daqueles que tentassem averiguar e denunciar os fatos. Eles recebiam quantias mensais de até R$ 4 mil.

A denúncia foi vinculada em todos os jornais da TV Globo na última segunda-feira (31) em seus principais telejornais. Em nota divulgada à rede de televisão, a prefeitura não negou a existência do Guardiões do Crivella e afirmou apenas que reforçou o atendimento em unidades de saúde para melhorar as informações prestadas à população.

Leia a nota da prefeitura na íntegra:

"A Prefeitura do Rio reforçou o atendimento em unidades de saúde municipais no sentido de melhor informar à população e evitar riscos à saúde pública, como, por exemplo, quando uma parte da imprensa veiculou que um hospital (no caso, o Albert Schweitzer) estava fechado, mas a unidade estava aberta para atendimento a quem precisava. A Prefeitura destaca que uma falsa informação pode levar pessoas necessitadas a não buscarem o tratamento onde ele é oferecido, causando riscos à saúde."

OTEMPO

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